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Do Middleware ao Connectware: como o OpenTV 5 redefine o papel tradicional da tecnologia de tv por assinatura

O mercado de TV está em um constante fluxo e as operadoras de TV por assinatura enfrentam novos desafios de multisserviço enquanto tentam cada vez mais se adaptar às mudanças de demanda e assinantes que consomem conteúdos de vídeo em um crescente leque de dispositivos dentro e fora de casa.

Além disso, a chegada do multiscreen e da casa conectada tornou realidade uma convergência da qual se falava há muito tempo. Mas apesar de os consumidores agora poderem acessar programas de TV em seus tablets e smartphones, além de compartilhar experiências nas redes sociais, a convergência ainda está no início e tem um longo caminho a percorrer.

Caso em questão: diferentes telas não se conectam umas com as outras de forma automática e perfeita. Elas não são projetadas para trabalharem juntas porque cada uma tem um motivo diferente para estar neste ecossistema de som, imagem e dados. Como resultado, o ambiente da casa conectada é caracterizado por duas coisas: complexidade e fragmentação.

Então nós estamos diante de um mundo complexo de tecnologia de mídias, no qual múltiplos serviços de entretenimento audiovisual são entregues por meio de diferentes tipos de rede, utilizando diferentes sistemas operacionais e protocolos de comunicação, diferentes tipos de dispositivos com diferentes formas de proteção de conteúdo. Novos serviços estão constantemente sendo oferecidos via aplicativos ou dispositivos que muitas vezes se somam a outros ou competem entre si, uma complexidade ainda mais exacerbada pelo advento da Internet das Coisas.

Isso tudo, é claro, cria problemas para os assinantes e muitos desafios para o mercado das operadoras de TV por assinatura. Os consumidores têm de lidar com a necessidade inexorável de configurar e gerenciar vários dispositivos, além de precisarem acessar e consumir uma infinidade de mídias de todos os diferentes dispositivos da forma mais simples e efetiva possível. Infelizmente, não é tão fácil assim!

A realidade é que as operadoras se veem em uma competição com o OTT e precisam se tornar cada vez mais relevantes para a vida digital de seus clientes, estendendo seus serviços a outras telas que atualmente são utilizadas dentro das casas de maneira controlada e gerenciada apenas pelos usuários. Isso torna complicado para elas tirar o máximo de proveito de forma rápida das telas adicionais enquanto tudo permanece tão fragmentado. Essas operadoras precisam incluir mais ofertas com base na internet junto a seus próprios serviços para criar um ambiente mais coerente, relevante e amigável para seus assinantes.


Além do middleware

Nesse contexto de complexidade e fragmentação, uma solução tecnológica é claramente necessária para permitir às operadoras de TV por assinatura juntar todos os pontos e, assim, oferecer uma experiência integrada para seus clientes por meio de diferentes redes e serviços para diversas telas e dispositivos.

Isso requer um software muito mais sofisticado do que já foi necessário antes. O middleware convencional de TV não atende mais da melhor maneira a esta função, pois foi planejado apenas com serviços de TV em mente. Apesar de o termo “middleware” ainda ser amplamente utilizado no segmento, a Nagra acredita que não é mais a forma adequada de descrever as necessidades mais complexas e abrangentes do novo ambiente de TV hiperconectada, multisserviço e multiscreen. Por esse motivo a companhia criou o termo “connectware” para o OpenTV 5, pois a palavra tem uma clara ênfase em conexão e no papel que uma tecnologia centralizada pode ter em dar sentido a este complexo ambiente.

O connectware representa uma categoria completamente nova de solução, criada para convergir usando a estabilidade da transmissão de TV, a velocidade da internet, e envolvendo também novos modelos para suportar a Internet das Coisas. Como resultado, as operadoras ficam capacitadas a entregar e monetizar novos serviços e aplicações dentro do ambiente residencial que está ficando mais e mais complexo, conectado e social. Além disso, com TVs cada vez maiores e mais telas sofisticadas no horizonte (como 4K Ultra HD) combinadas com dispositivos que as acompanham, há muito mais potencial para um “serviço centralizado” em casa – um tipo de centro de comando e controle que pode ser adotado para descomplicar a complexidade e tornar invisível o problema da fragmentação.

Dessa forma, o connectware OpenTV 5 da Nagra não é meramente a mais recente geração do middleware OpenTV 5 – longe disso! Apesar de compartilharem o nome, o connectware foi desenvolvido desde o rascunho com um fim específico, não é um upgrade de um produto anterior. A tecnologia foi criada com base na forte expertise da companhia em TV digital, adicionando os princípios de componentes de padrão aberto com o uso de GStreamer, Webkit, Javascript e HTML5. Em sua arquitetura modular, o sistema traz componentes de software adicionais e protocolos necessários para “conectar” outros equipamentos oferecendo total suporte de padrões tecnológicos para a casa conectada e especificações para tornar a Internet das Coisas uma realidade.

O OpenTV 5 constitui o pilar do JoinIn, a base de referência para a arquitetura da casa conectada da Nagra. Seja pela implementação em um simples net-top box, um set-top box híbrido ou um servidor de mídia, o connectware aborda de maneira abrangente a  propagação de conteúdo  que uma operadora de TV por assinatura necessita para incluir o crescente números de dispositivos conectados dentro das casas.

Os ingredientes de uma solução connectware eficiente podem ser resumidos da seguinte forma: a conectividade precisa ser simples, testada pelo usuário e também em ambiente controlado; deve ser capaz de criar rapidamente uma casa conectada; e as inovações precisam ser rápidas – há novas possibilidades de faturamento e mais alta satisfação de clientes com o desenvolvimento veloz permitido pelo Linux, sistema operacional multi-processos que suporta HTML5 e o framework JavaScript. Ainda, os custos de operação e banda larga devem ser mais baixos e os serviços podem ser atualizados na infraestrutura já existente.

Além do mais, as operadoras devem ter condições para se concentrar em oferecer novos serviços em vários dispositivos por meio de diferentes tipos de rede sem ter que se preocupar com a “tecnologia”. Dessa forma, elas podem trazer o modelo multisserviço à vida e maximizar o faturamento através de novos modelos de negócios permitidos pelo ambiente convergente. Um connectware, especificamente, precisa permitir a criação de uma experiência de usuário personalizada do público-alvo, assim como experimentos e novos modelos de negócios junto com a entrega de ofertas seguras, modulares e multisserviço.


Mais que apenas um nome

O connectware OpenTV 5 vai muito além de qualquer coisa que gerações anteriores de middleware já foram capazes de fazer. É uma nova categoria de solução e, como tal, é designado por um novo termo para descrever suas muitas funções. Com a conexão no centro de tudo – unindo dispositivos, redes, sistemas operacionais e permitindo aos usuários se conectarem uns com os outros –, o termo “connectware” descreve perfeitamente seu papel principal no centro do novo ecossistema multimídia da casa conectada.

- Thierry Martin, vice-presidente da NAGRA para o Sul da América Latina

DO MIDDLEWARE AO CONNECTWARE: COMO O OPENTV 5 REDEFINE O PAPEL TRADICIONAL DA TECNOLOGIA DE TV POR ASSINATURA