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Ações conjuntas ajudam a prevenir a pirataria
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A união de forças dos setores público e privado parece ser a resposta mais eficaz à luta contra a pirataria digital

A prática criminosa de reproduzir e compartilhar conteúdo original sem a devida licença de uso ganhou sofisticação e dinamismo com novas formas de operar em uma dimensão ampliada, impactando o escopo econômico e registrando perdas para toda a sociedade. Essa ameaça foi o objeto de discussão promovido em um evento ao vivo pela Tele.Síntese, este mês, que reuniu representantes da agência reguladora brasileira, Anatel, e instituições privadas, como a ABTA - Associação Brasileira de Televisão por Assinatura e a NAGRA.

Ambos os lados concordaram que a união de forças dos setores público e privado parece ser a resposta mais eficaz à luta contra a pirataria digital. “Em um ambiente com diversidade de recursos utilizados para a disseminação de conteúdo ilegal, que varia de receptores a capturar sinais de operadoras de TV paga a sites e aplicativos, que transmitem filmes, vídeos, programas de TV, canais lineares de eventos esportivos ao vivo, entre outros conteúdos, a cooperação é a chave no combate à pirataria de streaming”, afirma Anderson Torres, gerente antipirataria da NAGRA Brasil.

Uma iniciativa promissora que atende a essa ação conjunta no Brasil é o compromisso da Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações de impedir a entrada de dispositivos pirateados pelos sistemas de importação. O primeiro passo prevê integrar agentes treinados da Receita Federal na inspeção dos produtos comercializados, identificando dispositivos não confiáveis ​​ou com origem duvidosa, incluindo receptores de IPTV. Do lado privado, estudos e tecnologias têm sido desenvolvidos para facilitar a identificação de piratas e bloqueá-los administrativamente, com a ajuda das autoridades.

Sobre esse assunto, além da contribuição da ABTA com o monitoramento de URLs, outra importante iniciativa vem da NAGRA e diz respeito à tecnologia forense de marcas d'água, que facilita o rastreamento e o reconhecimento de conteúdo distribuído ilegalmente. “Mesmo com edições, inclusão de logotipos ou qualquer outro recurso malicioso usado para disfarçar a origem do conteúdo vazado, o monitoramento e a análise forense das marcas d'água são possíveis para identificar os responsáveis ​​pela pirataria”, diz Torres

A pirataria de conteúdo e serviço continuará sendo uma questão importante para a indústria audiovisual e as tendências atuais sugerem que isso foi ainda mais acentuado pelo recente surto de COVID-19. É, portanto, através da ação cooperativa entre polícia, Receitas Estaduais e Federal, agências de inteligência, promotores públicos, com a colaboração de agentes privados, que se pode favorecer o intercâmbio de informações e impedir a prática ilegal de violação de direitos autorais em diferentes esferas. Somente através de um trabalho estruturado e conjunto será possível desmantelar as associações criminosas e combater efetivamente o produto do crime cibernético.

Conheça a tecnologia forense de marcas d’água da NAGRA e saiba como ela permite identificar os responsáveis por vazamentos ilegais de conteúdo para combater o produto do crime cibernético.